Ponto de Cultura Salvamar

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2.8.06

Sarau na quebrada

Revista da Folha - 30/7/2006
por Joca Reiners Terron

Ao contrário de outros tempos, a literatura não tem mais a relevância social que já teve, e cada vez mais o ato de produzi-la perde sua condição de ofício. Na periferia, o escritor é o ornitorrinco, um "outsider" que escapa aos padrões de seu habitat. De que serve, ali, algo que não é ofício? Como esses escritores são solitários. Sacolinha e Alessandro Buzo são ornitorrincos que exercem sua esquisitice na Cooperifa, grupo de escritores da periferia que edita seus próprios livros e promove leituras, criado em 1999 pelo poeta Sérgio Vaz, 42, ex-auxiliar de escritório, no bairro do Pirapozinho, zona sul de São Paulo. Criar bibliotecas também é a maneira de fazer revolução arranjada por Maria Nilda Mota de Almeida, a Dinha, 27, poeta, formada em Letras pela USP. Assim como Sérgio Vaz, Sacolinha e Alessandro Buzo, eles não são o tipo de gente convidada para a Flip (Feira Literária Internacional de Parati). Mas criaram outra, à sua imagem e semelhança: a Flap, que em vez da bucólica Parati ocupa o concreto da praça Roosevelt.
Clique aqui e leia trechos de obras de Buzo, Sérvio Vaz e Dinha.

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