Ponto de Cultura Salvamar

Aqui você acompanha todas as informações sobre o Ponto de Cultura Salvamar e sobre outros projetos culturais pelo país por meio de comentários, arquivos, documentos, links, etc.

29.6.06

Debatedores defendem sistema público de comunicação

Agência Câmara - Cristiane Bernardes e Renata Tôrres

A implementação de um sistema público de comunicação, prevista constitucionalmente, e a revisão das leis sobre o tema foram as principais reivindicações dos participantes do Seminário Nacional Cidadania, Mídia e Política, promovido nesta quarta-feira pela Comissão de Legislação Participativa. No painel da tarde, "Mídia democrática, informação pública e participação do cidadão na formulação de políticas", foram discutidas a construção de um espaço legítimo para manifestação da opinião pública e a transparência da atividade legislativa.As duas propostas foram apoiadas pelo coordenador-geral do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura (Indecs) e integrante da coordenação do Coletivo Intervozes, Gustavo Gindre. Segundo ele, "a legislação brasileira na área de comunicação é um emaranhado tão grande que é como se não houvesse lei alguma". De acordo com Gindre, a mídia continua sendo um dos setores mais desregulados da economia nacional. Para ele, somente uma nova legislação, que corrija a separação da atividade de radiodifusão da área de telecomunicações, permitirá à sociedade recuperar seu poder sobre os meios de comunicação e deixará claro o estatuto público das emissoras. Controle socialOpinião semelhante apresentou o deputado Chico Alencar (Psol-RJ). "Se há setor no Brasil que desde a ditadura não se democratizou é a mídia, especialmente a eletrônica", disse. Alencar ressaltou que os próprios parlamentares são constrangidos no exercício do mandato pelos meios de comunicação, pois "quem fica bloqueado na mídia dança".Para a deputada Iara Bernardi (PT-SP), qualquer proposta de controle sobre a mídia vira um "escândalo" e é taxada como "censura". "As reações são sempre muito pesadas contra qualquer discussão que envolva a mídia", considerou.Ela defendeu a necessidade de a sociedade ter meios para controlar os meios de comunicação. "Como parlamentar, já tive dificuldade em refutar informações erradas divulgadas na mídia", comentou.O deputado Orlando Fantazzini (Psol-SP) também criticou a postura dos meios de comunicação. "As emissoras não são democráticas, pois decidem quem pode e quem não pode falar", criticou. "Com a atual relação de forças que existe no Congresso, dificilmente conseguiremos mudar a legislação da área sem o envolvimento da sociedade", prosseguiu.

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28.6.06

Produtores independentes da região trabalham como "formiguinhas"

26/06/2006 Diário do Grande ABC - Dojival Filho

A produção cultural que não depende de decretos governamentais, grandes investidores ou de partidos políticos tem representantes legítimos no Grande ABC. Por aqui, eles resistem a todo tipo de dificuldade, agrupados em núcleo reservado a quem não se conforma com a mesmice. Estes espaços, em comum,têm a proposta de realizar um verdadeiro trabalho de “formiga”, com persistência e dedicação, além de oferecer aos freqüentadores uma programação com ênfase na cultura popular e sem apelo comercial. As cooperativas se caracterizam ainda pela promoção de festas e eventos temáticos, em que arrecadam parte da receita necessária para a sobrevivência financeira. Apesar de preferirem não ter uma relação de dependência com os governos e com a iniciativa privada, buscam apoios em projetos específicos. Em São Caetano, a Associação Cidadão do Mundo – Arte e Cultura investe em música e cinema. A Casa 7, em Santo André, e A Arca, em Ribeirão Pires, são entidades referenciais na divulgação de produções artísticas alternativas.Associação Cidadão do Mundo quer fortalecer identidade da região Fortalecer a identidade cultural da região é um dos principais compromissos da Associação Cidadão do Mundo – Arte e Cultura (r. Rio Grande do Sul, 73. Tel.: 4225 -1349), em São Caetano. A entidade, que conta com cerca de 20 membros, entre coordenadores e voluntários, utiliza sua sede para promover, entre outros projetos, o Cineclube Jairo Ferreira, que funciona sempre aos domingos, às 16h, com entrada franca. Neste mês, em que todas as atenções estão voltadas para a Copa do Mundo, a programação do cineclube inclui os filmes Boleiros, de Ugo Giorgetti, e Garrincha, Alegria do Povo, de Joaquim Pedro de Andrade. Também serão exibidos os jogos da seleção brasileira na Copa, com entrada a R$ 2. De acordo com um dos coordenadores do espaço, o arquiteto e videomaker Robson Timóteo, a música, sobretudo aquela produzida por instrumentistas locais, é o principal aperitivo do cardápio da casa. “Fizemos mais de 100 shows do começo do ano até agora e 90% deles foram com artistas da região. A associação é, antes de mais nada, um espaço de resistência. Não temos nenhum comprometimento com órgãos públicos ou rabo preso com gravadoras. Para a gente, interessa o fortalecimento da cena regional”, afirmou Timóteo. Na última quarta-feira, o espaço cultural realizou a 1ª Festa Cubana, que contou com a presença de, aproximadamente, 30 pessoas. No palco, a banda Afro-Cuba, que fez a pequena, porém animada platéia, se esbaldar com muitas salsas, merengues e outros ritmos caribenhos, enquanto era exibido na parede da cooperativa o filme Buena Vista Social Club, de Wim Wenders. Às quintas-feiras, a programação é dedicada aos shows de jazz. Efervescência – Criada há cerca de um ano, a cooperativa Casa 7 (pça. Rui Barbosa, 32. Tel.:9554-2129), em Santo André, é um exemplo de grande efervescência cultural. No espaço, são promovidas oficinas de vídeo, percussão, reciclagem e artes plásticas, além de festas e apresentações musicais, que ocorrem nos fins de semana. Por estar situado próximo à Escola Livre de Teatro, costuma abrigar ensaios de peças teatrais. “A Casa 7 veio com a idéia de integrar os novos artistas da região, um pouco segregados por essa cultura de massa. Para reunir o pessoal que saía formado das escolas livres e não tinha onde mostrar seu trabalho. Tem esse nome porque queremos promover uma interação entre as sete artes”, explicou Mário Augusto, um dos responsáveis pela cooperativa, que chega a receber até 150 pessoas em eventos nos fins de semana. Misturalismo – Um dos grupos musicais que se destacam em apresentações na Casa 7 é o grupo Kah-Hum-Kah, formado por Jefferson Sooma (violão e vocais), Denise Coelho (vocal), Rogério Amorim (percussão), Raifa Monteiro (percussão), Rangel Arthur (violão e flauta), Ivan Taraskevicious (baixo). Também faz parte da banda, criada há 10 anos, a artista circense Rosana Ribeiro. Entre as influências marcantes do grupo, os Mutantes, música africana e tudo o mais que a imaginação permitir. Os músicos são defensores do “misturalismo”, corrente segundo a qual toda essência é resultado de outra mistura. Denise, por exemplo, estudou canto lírico e traz para a banda as sonoridades de mantras hindus, entre eles Jyota Si Jyota, que o Kah-Hum-Kah utilizou para abrir o evento Gaiola Atmosférica – Feira de Misturalismos e de Sinestesias, promovido no último dia 4. A iniciativa foi realizada em parceria com A Arca (Associação Ribeirãopirense de Cidadãos Artistas), outra referência na região em espaço alternativo, e o Projeto Oficinativa. Companhia do Nó – Outro espaço referencial da cultura alternativa andreense é a sede da Cia. do Nó (r. Regente Feijó, 359-A) que, na tentativa de formar platéias e divulgar as produções locais, promoveu no ano passado, durante seis meses, o projeto Suburbana – Mostra de Teatro do ABC, que reuniu a produção de diversos grupos teatrais da região. Infelizmente, o “respeitável público”, personagem mais importante de qualquer espetáculo, não apareceu. “Não acho que o projeto fracassou. Hoje é difícil levar o público para qualquer teatro. A gente está rediscutindo como o espaço pode funcionar, como pensar numa comunicação com a cidade”, explica a atriz Renata Moré, uma das responsáveis pela sede do grupo, em que também eram promovidas oficinas teatrais. Entidade teve apoio público e hoje atua com recursos própriosInstrumentos percussivos, oficinas de serigrafia, bonecos de maracatu e mais uma infinidade de objetos destinados à produção artística. Quem chega na sede da Arca (Associação Ribeirãopirense de Cidadãos Artistas) pode passar horas olhando para os adereços presentes no local, que convidam o visitante a se aventurar pelo universo da cultura alternativa. Para os associados, criatividade é quase uma palavra de ordem. A entidade é um exemplo de organização que recebeu incentivo governamental no início, durante a gestão da prefeita Maria Inês (PT/1996-2000), que forneceu orientação para que a Arca fosse legalizada. Assim como hoje, os artistas faziam questão de não manter nenhum comprometimento com órgãos públicos ou partidos políticos. Para desenvolver suas atividades, a associação conta apenas com a contribuição de seus associados (cerca de 30 pessoas) e a renda obtida em projetos de capacitação profissional. “Houve uma troca. Além de acreditar na galera, a Prefeitura firmou um convênio que permitia a contratação do pessoal para atividades”, afirma Leandro Colodro, um dos responsáveis pela associação. “Nós somos uma organização ainda bebê. Estamos aprendendo a engatinhar”, diz a presidente da Arca, Mariana Carolina de Lima. Segundo ela, a entidade faz muitas coisas sem dinheiro, como promover oficinas de circo, aulas de folclore e eventuais workshops. Irreverência – As dificuldades financeiras são enfrentadas com bom humor. Somente com o aluguel, a associação gasta R$ 400 mensais. Mas, nada de lamentar ou fazer discursos vazios. “Já dei uma oficina aqui de percussão a R$ 1,99 para brincar com as lojinhas que existem por aí”, conta o percussionista Rogério Amorim, que também integra o grupo Kah-Hum-Kah, conhecido no circuito underground da região pelo experimentalismo e a irreverência. Ainda segundo ele, a Arca não quer romper o diálogo com o poder público, já que é possível manter os valores da cultura alternativa e empreender parcerias. Porém, faz questão de deixar claro que a entidade busca colaboradores, não patrões. Entre os projetos desenvolvidos pelos artistas estão cursos de técnica de recreação cultural e teatro-empresa. Agenda – Com uma intensa programação cultural, a entidade participa de atividades durante todo o ano. Em janeiro, promovem o Todos por Um, encontro que dá início ao ano artístico do espaço, numa confraternização entre seus associados e simpatizantes. No Carnaval, saem às ruas da cidade com um bloco de foliões e diversos bonecos, máscaras, adereços, e muita percussão. Em março e abril ocorrem o Festival de Rua e o Cidade Ateliê, eventos em que são montados um ateliê e uma galeria de artes a céu aberto. Qualquer interessado pode se aproximar e compor algo. Maio é o mês do Negro Universo, projeto que visa dar visibilidade a toda e qualquer inserção da cultura negra na sociedade brasileira. Aproveitando as festas juninas, a entidade dedica junho aos estudos sobre os conceitos de folclore. Também participam do Festival Cenas Curtas, dedicado às artes cênicas da região. O festival propõe um “retiro artístico” entre os participantes, experientes ou não, por meio de vivências e apresentações breves de seus processos de pesquisa e trabalho. Para o mês de outubro eles preparam o Tangolomango, atividade em que as experiências são sugeridas e elaboradas por pessoas de, no máximo, 13 anos. O objetivo fundamental é dar uma oportunidade para que os artistas-mirins expressem seus talentos. Em novembro ocorre a Mostra de Teatro, que conta com oficinas, debates e palestras. A programação de dezembro inclui o Recrearte, projeto que tem como objetivo “estimular a todos a recriar os sonhos baseados no prazer”, a partir da realização de gincanas, jogos, brincadeiras e uma breve retrospectiva do que foi produzido pelos associados durante o ano. Participação – Apesar de levarem as adversidades na esportiva e esbanjarem disposição para elaborar projetos, os integrantes da Arca encaram o desafio de promover a cultura popular com seriedade. Conciliam a visão idealista da cultura não-massificada, mas sabem que é preciso mais do que vontade para coordenar uma entidade com tantos compromissos. “Não somos como formigas. Acho que a definição melhor seria dizer que somos cupins, porque queremos entrar nas estruturas e, aos poucos, ir corroendo, modificando. A gente acha que isso é possível”, define Amorim.

http://cultura.dgabc.com.br/materia.asp?materia=536197

Tradição e desenvolvimento

RETS - Luísa Gockel


Incentivar o artesanato de tradição em comunidades de baixa renda. Esse é o objetivo do Artesanato Solidário, um projeto criado em 1998 no âmbito do Comunidade Solidária, do governo federal. No início, seis programas emergenciais de desenvolvimento local foram criados para combater a pobreza em regiões afetadas pela seca. De acordo com a responsável pela área de comunicação da entidade, Cláudia Cavalcanti, o projeto ganhou corpo e depois de 42 ações em diferentes comunidades da região Nordeste e do norte de Minas Gerais passou a ser uma organização da sociedade civil em 2002. “No final do governo de Fernando Henrique Cardoso, a ex-primeira dama Ruth Cardoso resolveu transformar esses programas do governo num projeto mais permanente. Assim nasceu o Artesanato Solidário, em 2002”, diz Cláudia. O programa do governo se transformou numa Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) – o Artesanato Solidário ou simplesmente ArteSol. Segundo a coordenadora, a entidade ganhou mais fôlego para estabelecer parcerias públicas e privadas e atuar também na comercialização dos produtos. O foco principal do projeto é fazer com que os artesãos sejam protagonistas do desenvolvimento local. Nenhuma técnica de artesanato é ensinada aos grupos, pois a idéia é respeitar as características do trabalho feito por eles. A capacitação tem o objetivo de revitalizar o artesanato tradicional já existente, ensinando técnicas de comercialização, padrões de tamanho, como fixar preços justos, elaborar etiquetas e se organizar em grupos. “Dois fatores são observados antes de escolhermos o lugar: baixo índice de desenvolvimento humano e a presença de um artesanato de tradição. Às vezes, o artesanato pode estar esquecido, só um mestre tem o conhecimento. Tentamos convencê-lo a ensinar os mais jovens”, explica Cláudia. Segundo ela, é realizado um diagnóstico de cada localidade e um plano de trabalho de 18 a 24 meses é realizado. “Cada projeto é um projeto. Temos um esqueleto, no qual nos baseamos, mas a forma como vamos estruturá-lo depende muito da comunidade”, explica. As oficinas realizadas pelo Artesanato Solidário se dividem em quatro grandes eixos temáticos: identidade, cultura e cidadania; gestão da produção; produto e relacionamento com o mercado. Hoje, os mais de 80 projetos desenvolvidos pela entidade têm o objetivo de formar grupos autônomos para gerir seus próprios negócios. “Temos um showroom em São Paulo onde são expostos trabalhos de cerca de 60 grupos. A ida para a cidade nos ajudou a abrir mais os mercados”, diz. Cláudia explica que antes o escoamento da produção se dava na própria localidade em que era produzido o artesanato. O showroom pode ser visitado por comerciantes, empresas ou arquitetos. “Não tratamos direto com o consumidor. Geralmente recebemos encomendas dos lojistas ou de empresas, que querem fazer brindes, e repassamos para os artesãos”, explica. Todo esse processo, segundo ela, tem de ser feito respeitando as especificidades do trabalho dos artesãos. “O artesanato não é como uma produção industrial. Temos de respeitar o limite de quantidade e o tempo necessário para a confecção das peças. Em alguns lugares onde chove mais, por exemplo, temos de saber que a palha vai demorar mais a secar”. Como os artesãos não têm contrato de exclusividade, muitas vezes não podem aceitar as encomendas feitas pela organização em São Paulo. “Adoramos quando isso acontece porque significa que eles estão caminhando sozinhos. É muito comum recebermos visitas de pessoas que antes nunca tinham saído da sua comunidade e que estão vindo pela primeira vez a São Paulo, para uma feira de artesanato”, conta Cláudia. A organização comemora a certificação da Associação Internacional de Comércio Justo (Ifat, da sigla em inglês). “É uma notícia muito boa, porque o processo é longo e difícil. Apenas organizações que praticam um comércio ético e solidário conseguem”, comemora. Entre os requisitos do Ifat, estão a prática do preço justo e a produção sem trabalho escravo ou infantil.

Editais da Funarte 2006

27/06/2006
Ministério da Cultura

Artes Visuais
A Fundação Nacional de Arte (Funarte) recebe, até 13 de julho, inscrições ao Projeto Atos Visuais 2006, para a ocupação das suas galerias em Brasília. Nesta segunda edição, o espaço voltado para mostras de arte contemporânea será ampliado. Além da Galeria Fayga Ostrower, também estarão disponíveis as áreas da Galeria Marquise (marquise do prédio e jardins).

Podem concorrer artistas ou grupos de todo o território nacional com projetos de exposições coletivas ou individuais de pintura, escultura, gravura, desenho, fotografia e foto-linguagem, instalação, intervenção, performance, vídeo, imagem digital e outras linguagens híbridas, tais como as novas mídias.
Leia o Edital e veja, também, as plantas das Galerias Fayga Ostrower e Marquise .

Dança, Artes Cênicas e Música
A Funarte também abriu editais para a ocupação de seus teatros no Rio de Janeiro, as salas Cacilda Becker e Glauce Rocha, e em Brasília, o Teatro Funarte Plínio Marcos. Até 21 de julho, serão recebidas as inscrições de projetos de Dança para ocupação do Teatro Cacilda Becker (Rua do Catete, nº 338). Artistas, grupos ou companhias, produtores e promotores poderão enviar propostas para apresentação de espetáculos, realização de seminários, palestras, debates, cursos, oficinas ou ensaios. Leia o Edital. Já o prazo para envio de inscrições aos editais de ocupação dos teatros Plínio Marcos (Eixo Monumental – Setor de Divulgação Cultural – Lote 2) e Glauce Rocha (Av. Rio Branco, nº 179 – Centro) termina no próximo dia 30 de junho. Veja os respectivos editais: Teatro Plínio Marcos e Teatro Glauce Rocha.

http://www.cultura.gov.br/noticias/noticias_do_minc/index.php?p=16681&more=1&c=1&pb=1

2006Cultura livre encerra evento com pedido de isenção de taxas

27/06/2006
Folha de S. Paulo
ALEXANDRE MATIAS

Menos de uma hora depois de ter anunciado as duas declarações que resumiram os trabalhos de três dias de discussão e execução de projetos e iniciativas ligadas à cultura livre do segundo iSummit, encontro que aconteceu durante o fim de semana passado no Rio de Janeiro, o advogado norte-americano Lawrence Lessig, idealizador da grife legal Creative Commons, era arremessado para dentro da piscina na cobertura do hotel, enquanto os participantes e palestrantes do evento bebericavam taças de uma certa "cerveja de código aberto", chamada Free Beer.

Foram três dias de apresentações e painéis de discussão a respeito de iniciativas e interesses que dizem respeito a certas crises do conhecimento moderno e a modelos econômicos para superá-las.Representantes de instituições como Access to Knowledge, Open Society Institute, Wikipedia e Google estavam presentes, contribuindo para o debate sobre compartilhamento de conhecimento e propriedade intelectual, que teve momentos de frisson, como nas duas declarações que encerraram o evento.

"The Rio 2006 Declaration on Open Access" (a declaração Rio 2006 sobre acesso aberto) inicia um movimento para isentar de taxas e cobranças quaisquer reproduções de obras que tenha caráter acadêmico e "The Rio 2006 Declaration on Digital Rights Management" (a declaração Rio 2006 sobre gestão de direitos digitais) propõe a substituição do atual modelo de indexação de obras digitais pelas licenças Creative Commons. Anunciadas na última sessão do domingo, as declarações tiveram efeito catártico sobre os participantes, mas não foram seus pontos mais intensos.Estes aconteceram nos dois primeiros dias.

O primeiro quando, de surpresa, a Microsoft, empresa-símbolo das causas contrárias dos intelectuais ali reunidos, foi convidada para a cerimônia de abertura para anunciar um plug-in para seu software Word, que embute uma licença Creative Commons em qualquer documento produzido no programa. A presença da empresa e sua estranha parceria com a marca fez com que ativistas presentes sacassem narizes de palhaço.

O segundo aconteceu quando a Radiobrás, a empresa estatal de radiodifusão, anunciou que todo o seu conteúdo seria disponibilizado através das licenças CC, inclusive para uso comercial de terceiros, e foi saudada com aplausos entusiasmados.Pelos corredores, desfilou um verdadeiro "quem é quem" da cultura livre, do ministro-cantor Gilberto Gil (Cultura), que participou da abertura do evento, ao escritor Cory Doctorow; de Jimmy Wales, criador da enciclopédia editável Wikipedia, ao fundador da Electronic Frontier Foundation, John Perry Barlow.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2706200609.htm

Garrafas salvam poesia do naufrágio

O Estado de S. Paulo - 27/6/2006
por José Rodrigues

Embarcar no veleiro Sonho em Santa Catarina, navegar pela costa brasileira vivendo de brisa e de poesia pode parecer coisa de poeta. E é. Thor Rio Apa está de volta ao litoral paulista divulgando seus poemas de uma forma pouco comum: ele lança seus versos dentro de garrafas que, um dia, serão recolhidas por um turista ou morador nas praias. Essa experiência é realizada há cerca de dez anos e o retorno, confirmado pelas cartas que recebe, está por volta de 10%, o que o incentiva a continuar semeando a surpresa de encontrar um bilhete dentro de uma garrafa, como os náufragos fazem em filmes. Ou ainda, entalhando versos em pedras à beira-mar. Desta vez, a tripulação do Sonho é formada por poetas do grupo Epopéia, que tem sede em Curitiba. Quando o veleiro pára em alguma marina, chega a hora de conseguir o dinheiro para sustentar a viagem. E o produto é poesia, vendida no formato de livretos ou em folders nas portas de shopping centers e lugares de grande movimento de público. Desde que o grupo foi formado, seus integrantes vivem assim, dos poemas que escrevem. "Ninguém lê um livro de poesia", diz Thor Rio Apa, apontando para a necessidade de outras formas de divulgação. Foi daí que surgiu a idéia de conciliar seu gosto pela navegação com a distribuição de versos em garrafas lançadas ao mar, bem antes do lançamento do filme Mens@gem para Você, de Nora Ephron, de 1998.

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26.6.06

Notícias do acervo da Radiobrás serão liberadas ao público

São Paulo, quarta-feira, 21 de junho de 2006

Notícias do acervo da Radiobrás serão liberadas ao público

NOVAS IDÉIAS
Empresa licenciará patrimônio da Agência Brasil sob Creative Commons, permitindo alterar conteúdos

SÉRGIO VINÍCIUS, DA REPORTAGEM LOCAL

No próximo final de semana, a Radiobrás anunciará que todo o conteúdo produzido pela Agência Brasil, agência de notícias governamental, poderá ser adquirido, reproduzido e modificado livremente. O acervo completo de um dos maiores órgãos de comunicação do Brasil, que é o responsável pelo programa de rádio "A Voz do Brasil", por exemplo, será licenciado sob a bandeira Creative Commons.Textos, imagens, arquivos de áudio e filmes estarão disponíveis para os internautas utilizarem livremente no novo site da empresa (http://www.agenciabrasil.gov.br/), com lançamento previsto para o dia 3 de julho. O visitante poderá, por exemplo, editar um pronunciamento e incluí-lo em um filme."A Agência Brasil sempre possibilitou aos visitantes utilizar seu conteúdo", disse Rodrigo Savazoni, redator-chefe da empresa. "Mas agora será permitida a criação de obras derivadas de nosso material e ainda a utilização comercial dele." A empresa BBC usa licença semelhante em seu conteúdo, mas não está sob a Creative Commons.O anúncio oficial acontecerá no Rio de Janeiro, quando será realizado o evento iSummit 2006, de 23 a 25 de junho. Trata-se de um encontro cultural que debate propriedade intelectual. O evento é organizado pela Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro.A Creative Commons (creativecommons.org) é uma organização que regulamenta licenças de produções intelectuais. Seus idealizadores acreditam que autores de obras podem decidir se elas serão ou não usadas ou alteradas. "Adotamos os princípios da licença de software livre e a aplicamos para outras áreas, como cultura. Assim nasceu a Creative Commons", explicou Ronaldo Lemos, membro da Creative Commons.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/informat/fr2106200650.htm

Pdc grava cd ao vivo do grupo MulekeSamba


Bom, aqui estou eu postando pela primeira vez nesse ilustre blog, torcendo para que este seja o primeiro de muitos posts.
E já venho anunciando o primeiro projeto musical do Pdc, a gravação do cd e dvd ao vivo do grupo de pagode MulekeSamba, em show realizado nos dias 16 e 17 de junho na Festa de São Pedro de Perocão.
O Pdc por meio do seu kit de produção multimídia deu suporte para que a rapaziada do grupo gravasse suas canções ao vivo pela primeira vez.

25.6.06

Lapidador de intelectos

Gazeta Mercantil - 23/6/2006
por Alexandre Staut

O presidente Lula já chegou a sugerir que livros sejam incorporados à cesta básica brasileira. O pedreiro Evando dos Santos rebate que a idéia é sua. "E já foi até registrada em cartório", afirma. Santos montou uma das mais conhecidas bibliotecas comunitárias brasileiras, que leva o nome do escritor Tobias Barreto de Menezes, localizada na Penha, no Rio de Janeiro. Atualmente, Santos está desempregado. Sua atividade diária é organizar os 42 mil volumes espalhados pelos cômodos de sua casa - ele guarda livros até na casinha de cachorro. "Se me perguntarem como faço para viver sem dinheiro posso afirmar que vivo atualmente uma aventura livresca", diz bem-humorado. Santos conta que grandes sonhos sempre povoaram sua mente. Em todos eles, os livros estão presentes. "Sempre quis viver no meio de muitos livros até que consegui". Um outro desejo era de que tais volumes fossem abrigados em uma biblioteca projetada por Oscar Niemeyer. Um dia, ao ver o arquiteto num programa de TV, o pedreiro não teve dúvidas. Pegou no telefone e pediu à produção para falar, ao vivo, com Niemeyer, que deu forma ao seu sonho. O projeto foi apresentado ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que arcou com os R$ 651 mil necessários para a construção do prédio. A biblioteca será inaugurada em novembro e ainda abrigará, por sugestão do pedreiro, uma faculdade comunitária de Letras, com ensino da língua bunda (de origem angolana), do tupi-guarani, do latim, do português, espanhol e do alemão. >> Leia mais

22.6.06

Cidade Tiradentes ganha Pontos de Leitura

Secretaria Municipal de Cultura (SP) - 19/6/2006

Localizados nos Centros esportivos Juscelino Kubitschek e André Vital, os Pontos de Leitura, que serão os primeiros de uma rede de 17 unidades, devem realizar ações de estímulo à leitura, como consulta local, empréstimo de livros, além de atividades culturais. Futuramente, o objetivo é de que essas mini-biliotecas sejam coordenadas por um Centro Cultural, a ser construído no bairro. Com área de 3mil m², o Centro terá biblioteca, centro de memória, teatro, cinema, centro de formação profissional em atividades culturais e telecentro. As obras devem começar ainda neste ano. Para a região, que não possui nenhum equipamento cultural público em seu limite territorial, essa é uma possibilidade de atender a demanda por cultura da população residente na região e, portanto, suprir as necessidades básicas de leitura e informação da comunidade local. O Centro Esportivo JK fica na Rua Inácio Monteiro, 55. O endereço do Centro André Vital é Avenida dos Metalúrgicos, 2255. Os pontos de leitura funcionam de terça a sexta, das 11h às 20h. Sábados e domingos, das 11h às 17h. >> Leia mais

Abertas as inscrições para oficina sobre livros e leitura

Secretaria Municipal de Cultura (SP) - 16/6/2006

Estão abertas as inscrições para a oficina Cuidando de seus livros, que acontece nos dias 4, 11 e 18 de julho, às 20h, na Casa de Cultura Manoel de Mendonça, na zona Sul da cidade. Coordenado pela bibliotecária Míria de Moraes, o curso é gratuito e dará aos participantes dicas de como conservar e arrumar os livros em casa, assim como, uma oportunidade de discussão sobre novas formas de estímulo à leitura. O evento tem o apoio da Associação dos Escritores Santamarenses (ASSESA). As inscrições devem ser realizadas no local, das 9h às 17h. A Casa de Cultura Manoel de Mendonça fica na Praça Francisco Ferreira Lopes, 437, Santo Amaro, tel.: 11-5522-8897. >> Leia mais

MEC anuncia R$ 2,2 milhões para pesquisa em educação

19.6.06

Encontro de Conhecimentos Livres - MG

Cineclube Cineminha

Este eu não consegui postar na data certa, mas acho que merece estar no blogue:

17.6.06

Inscrições via web para Prêmio Vivaleitura findam dia 15

Boletim PNLL - 5/6/2006

O prazo final para o envio de trabalhos para o Prêmio Vivaleitura é dia 15 de junho. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas clicando aqui. Será considerada a data do envio pela Internet. Para os trabalhos enviados via postal, vale a postagem indicada pelo carimbo do correio, na data da expedição. O endereço é: Prêmio Vivaleitura, Caixa Postal 710377, CEP 03410-970, São Paulo (SP). Os trabalhos podem ser inscritos em três categorias: bibliotecas públicas, privadas e comunitárias; escolas públicas e privadas; e pessoas físicas, universidades e instituições da sociedade que desenvolvam trabalhos na área da leitura. Em cada categoria, os vencedores receberão um prêmio de R$ 25 mil. O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC), Ministério da Cultura (MinC) e Organização dos Estados Ibero-americanos para Educação, a Ciência e a Cultura (OEI). É patrocinado pela Fundação Santillana e tem apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). O prêmio tem o objetivo de estimular, fomentar e reconhecer as melhores experiências relacionadas à leitura.

IP://, Interface Pública



Repassando...

Está sendo (re)inaugurado, na Fundação Cartola (Mangueira), o IP://, Interface Pública!!

As fotos estão em http://www.flickr.com/photos/cdrjes/sets/72157594164325423/ , as fotos do cultura digital inteiro, estão aqui http://www.flickr.com/photos/cdrjes



O pessoal do Som das Comunidades já levou alguns computadores e peças e os trabalhos já começaram. A rapaziada de lá está coletando doações de computadores, mas todo mundo pode colaborar pedindo pela sua entidade também.
O Caetano vai mandar algumas informações para ajudar no pedido de doação de máquinas. Elas pode ser levadas lá, onde se pode trabalhar na Metareciclagem de computadores. Tambem rola um blogue : http://rio.metareciclagem.org

A primeira oficina acontecerá na próxima quarta, dia 21, a partir das 14h até as 16h30. A oficina será : Conceitos de Software Livre, Uso Básico de Linux e Linha de Comando.
Todos podem participar.

As oficinas serão marcadas aos poucos e divulgadas para os interessados.

O endereço é Av. Visconde de Niterói, 1364 (a 100 metros da quadra da escola - o 284 que sai da Praça Tiradentes passa lá)

É nóis no Google Earth!


É nóis no Google Earth!

16.6.06

FESTA DE SÃO PEDRO

Ontem começou a Festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores. Essa talvez seja a festa mais tradicional da região norte de Guarapari, ou pelo menos da comunidade de Perocão, e quase desapareceu nos últimos anos. O PdC Salvamar ajudou na realização da festa cuidando da preparação de cartazes e apoio geral na produção, além de encarregar-se do registro (áudio, foto e vídeo) do evento.

Na primeira noite a rapaziada do Filhos do Samba fez uma apresentação que já está rendendo um legítimo CD "ao vivo", gravado no MD cedido com o Kit de produção de multimídia enviado pelo "Cultura Viva". Gravadoras multinacionais, tomem cuidado conosco!





Potencialidades do PNLL são discutidas na Câmara Setorial do Livro

Boletim PNLL - 12/6/2006

Os responsáveis do MinC e do MEC pelo PNLL, Jéferson Assumção e Carlos Alberto Xavier, juntamente com o Secretário Executivo do PNLL, José Castilho Marques Neto, da Fundação Editora da UNESP, falaram sobre a institucionalização do Plano durante a reunião da Câmara Setorial do Livro e Leitura. O assunto será tema de Portaria Interministerial a ser publicada brevemente. Foram discutidos os projetos, correções e ampliações do PNLL que estão em andamento e que se processarão até o final deste ano. Os conselheiros assinalaram as potencialidades e as debilidades do Plano, comprometeram-se a lutar por ele e a auxiliar no seu desenvolvimento e atividades, mostrando a sinergia necessária entre Estado e sociedade civil para a implantação de uma Política de Estado voltada para o aumento da capacidade leitora do país. Outras questões tratadas no âmbito do PNLL abrangeram desde o adensamento conceitual referente ao livro e a leitura no Plano, o reordenamento e a incorporação das ações dos quatro eixos temáticos, as atividades de debate e difusão do Plano nos próximos meses em todo o país até o Prêmio Vivaleitura. O tema principal da próxima reunião da CSLL, a ser realizada em agosto, será o PNLL. >> Leia mais

13.6.06

CINE FALCATRUA NO PAÇO


DIA 14 (QUARTA) – 20hNO PAÇO IMPERIAL (PRAÇA XV)
O Cine Falcatrua leva som, imagem e alegria para a cidade maravilhosa. Nesta quarta, às 20h, o projeto realizará uma grande festa audiovisual na fachada do Paço Imperial, ali na Praça XV. A sessão será regada a queijos, vinhos e muito sexo-oposto!
Atrações:Curtas PremiadosRaridades do Chaves e ChapolinBrasil e Croácia requentadoVideogame liberado no telãoGeneroso rega-bofesExibição do longa proibidão:“Amor Estranho Amor”, Walter Hugo Khouri

GILBERTINHO, BRAÇOS ABERTOS SOBRE A GUANABARA!!
acesse: www.fotolog.net/cinefalcatrua

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CONVITES FESTA DE ABERTURA RUMOS NO PAÇO IMPERIAL
Já é tradição. Como aconteceu na última abertura, em São Paulo, o Falcatrua distribui convites. Já que ao mesmo tempo rola as exibições na fachada, dentro do Paço Imperial acontece a festa de abertura da exposição “Paradoxos Brasil”, do Itaú Cultural.
Quer ir a festa?Os 10 primeiros que mandarem email para cinefalcatrua@gmail.com tão dentro!Só mandar nome completo e telefone.

Câmara Setorial discute a reaproximação entre a Cultura e a Educação

Convocada pelo Ministério da Cultura, a Câmara Setorial do Livro e Leitura (CSLL) se reuniu em Brasília nos últimos dias 8 e 9 para sua primeira reunião de 2006. Os membros da CSLL, formada por representantes de toda a cadeia criativa, produtiva e distributiva do livro e também por especialistas em leitura e bibliotecas, tiveram a oportunidade de ouvir análises e propostas para o setor e do Secretário Executivo do MinC, Juca Ferreira, do Secretário Executivo Adjunto do MEC, André Lázaro, e do Presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Muniz Sodré. Dentre os temas tratados, destacou-se a sólida reaproximação entre a Cultura e a Educação nos assuntos ligados ao livro e à leitura. Reconhecendo o histórico distanciamento, ambos os Ministérios manifestaram a firme proposição de trabalharem juntos a partir da conjunção de objetivos na área cultural, tendo como eixo principal dessa reconciliação o livro e a leitura. Lembrou-se que essa diretriz já está incorporada na prática, com ações em andamento desde 2004 na concepção e gerenciamento do Vivaleitura - Ano Iberoamericano da Leitura; na incorporação do MEC como membro pleno à CSLL; e também na direção e execução do PNLL.
(Boletim PNLL)

ONG quer a liberação da reprodução de pequenos trechos de livros

O Instituto de Direito do Comércio Internacional e Desenvolvimento (IDCID) ajuizou, no dia 1º de junho, Ação Civil Pública contra a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR). Segundo informação que consta no site do IDCID, o objetivo é levar a ABDR a se abster de impedir a reprodução de pequenos trechos de livros por parte da população em geral e que a parte mais carente da população possa reproduzir integralmente os livros que desejar, já que não tem poder aquisitivo para obtê-los. O IDCID é uma ONG que promove pesquisas e estudos na área do Direito do Comércio Internacional. A ABDR é uma associação que reúne algumas das mais importantes editoras e que tem por objetivo conscientizar a população sobre a necessidade de se respeitar o direito autoral.
(Boletim PNLL)

10.6.06

Impressão do Almanaque de Cultura Digital para os Pontos de Cultura



O convênio entre a Cultura Digital e a ação Cultura Viva (Minc) prevê a impressão e distribuíção de conteúdos sobre produção multimídia, produção colaborativa e apropriação tecnológica aos Pontos de Cultura. Este Alamanaque foi feito em LaTeX?, a partir da compilação de textos produzidos pela equipe da Cultura Digital em 2005 e de tutoriais de softwares desenvolvidos no estudiolivre.org.
Os conteúdos abaixo estão disponíveis para você baixar, modificar e distribuir para quem quiser. Compartilhe o conteúdos desses textos!

Câmara Setorial do Livro se reúne em Brasília


Boletim PNLL - 9/6/2006

A primeira reunião da Câmara Setorial do Livro em 2006 começou ontem e acaba hoje, em Brasília. Na pauta, estão a regulamentação da Lei do Livro e Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL); o balanço das atividades e plano de trabalho para o segundo sementre de 2006; o Plano Nacional de Cultura; a ratificação do nome do integrante da CSLL para o Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC); e a composição dos grupos de trabalho intercâmaras.

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9.6.06

Kit Samba

Enquanto a Copa vem-vindo, os tamborins vão-se esquentando também para a Festa de São Pedro, padroeiro dos pescadores da Aldeia de Perocão. Ontem a rapaziada do Muleke Samba e do Filhos do Samba entraram pela noite ensaiando e testando os equipamentos que chegaram no kit de produção multimídia. Dá gosto ver a animação da galera...





8.6.06

Revista literária "Mercearia".

'Mercearia' tem lançamento hoje

Folha de S. Paulo
7/6/2006

Tradicional ponto de encontro de escritores, jornalistas e outros amantes das letras, o bar Mercearia (r. Rodésia, 34, Vila Madalena - SP) recebe hoje, às 20h, o lançamento do primeiro número da revista literária "Mercearia". Em cada uma de suas edições, a publicação terá um único tema unindo os contos/textos. Na estréia, com o futebol como laço, as páginas guardam as palavras de Xico Sá, Soninha, José Roberto Torero, Joca Reiners Terron e Marcelino Freire, entre outros "boleiros". A entrada é gratuita.
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Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas de Cultura (MinC)

Gestão Cultural
MinC - 2/6/2006 -
por Gláucia Ribeiro Lira

Você gostaria de saber como se captam recursos para seus projetos culturais? Entender políticas públicas de incentivo cultural, como a Lei Rouanet e a Lei do Audiovisual? Compreender o que é Patrimônio Cultural e como preservá-lo? Ficar seguro quanto a gerir um projeto de Cultura? Com a chancela do Ministério da Cultura, a Universidade de Brasília (UnB) pretende iniciar o Curso de Especialização em Gestão de Políticas Públicas de Cultura, no segundo semestre deste ano. O objetivo do curso é especializar os alunos na formulação, avaliação e gestão de políticas de cultura. A duração é de, no máximo, dois anos e a medotologia a ser utilizada é a de educação a distância, com encontros presenciais periódicos. Para participar, os alunos deverão ter diploma de nível superior e computador com acesso regular à Internet. Saiba mais: Projeto Básico. O Centro de Ensino à Distância (CEAD) da UnB está disponibilizando em seu site uma enquete para verificar o interesse das pessoas em participar do curso.
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Futebócio

Projetos na área podem concorrer a prêmioTrabalhos devem ser inscritos até 14 de julho, pela internet

24/05/2006

As inscrições para o Prêmio Arte na Escola Cidadã, do Instituto Arte na Escola, podem ser feitas até 14 de julho. O concurso tem como objetivo valorizar e reconhecer o professor de artes com projetos pedagógicos de qualidade.

Os professores interessados devem ter desenvolvido trabalhos nas áreas de artes visuais, teatro, dança ou música, e lecionar na educação infantil, EJA (Educação de Jovens e Adultos), ensino fundamental ou médio.

O prêmios para 1º e 2º lugares são de R$ 7 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente.
Mais informações pelo site www.artenaescola.org.br/premio.

A marca da desigualdade (no ensino noturno)



Quem estuda à noite enfrenta hoje um arremedo de ensino: horas-aula são achatadas e a evasão é bem maior. Apenas 3,5% dos ingressantes na Fuvest em 2006 saíram do noturno.

Alceu Luís Castilho e Fábio de Castro
Agência Repórter Social


Os alunos do ensino médio noturno vivem diante de uma mentira: a garantia legal da mesma qualidade proporcionada pelo curso diurno. O encolhimento das horas-aula oferecidas à noite tornou-se tão evidente que, no Acre, a Secretaria da Educação resolveu assumir o problema e exibi-lo à sociedade. Mas, no Brasil, ainda predomina o jogo de faz-de-conta. Arremedo do diurno, o ensino noturno atende cada vez mais a periferia e o aluno mais necessitado, que precisa trabalhar durante o dia. Assim, tende a sintetizar as desigualdades do país.

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6.6.06

XIII Encontro Nacional de Bibliotecas Públicas

O Globo - 3/6/2006

A Biblioteca Nacional promove de hoje a quinta-feira o XIII Encontro Nacional de Bibliotecas Públicas. Será lançado no evento o novo site da Biblioteca e o "Biblivre", software livre utilizado para arquivo e pesquisa, desenvolvido pela Sabin em parceria com a Coppe/UFRJ e patrocínio da IBM Brasil.

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1.6.06

Revolução da longevidade está nascendo

Valor Econômico - 1/6/2006 -
por Renato Bernhoeft

As questões relativas ao envelhecimento têm se tornado, a cada dia, um tema da maior relevância em nossa sociedade. Mas ao mesmo tempo é tema sobre o qual a literatura e os estudos ainda são escassos. Razão pela qual o livro A Revolução dos Idosos - O que Muda no Mundo com o Aumento da População mais Velha (Campus Elsevier, 218 pp., R$ 49,90), do jornalista e filósofo alemão Frank Schirrmacher, reveste-se de grande interesse para todos nós que participamos, ativa ou passivamente, do mundo atual. Embora trate do tema numa perspectiva da realidade européia, e em alguns momentos mais especificamente da Alemanha, deve ser lido mesmo nos chamados "países emergentes", como é o caso do Brasil. Nessa área é tudo novo. A Revolução dos Idosos é uma leitura oportuna não apenas para aqueles que estão se aproximando - ou já estão - dessa fase. Sua leitura pode abrir inúmeras perspectivas para análises pessoais e profissionais.

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